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quinta-feira, 28 de agosto de 2008

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Atendendo Meire, cheio de desculpas


Billie Holiday nunca é demais. No post anterior Meire me pede um vídeo onde uma criança canta à maneira de Billie Holiday. Achei o vídeo lá pelo YouTube, cujo link coloco aqui para os que se interessarem. Mas o som é péssimo, a criança é muito criança e seria um desrespeito com Billie Holiday achar que a menininha canta como ela. Pois Billie tinha seu cantar marcado por uma vida cheia de sofrimentos, seja nas relações amorosas (todas péssimas, numa repetição sintomática impressionante), seja na sua relação com as drogas, seja na sua condição de mulher negra em tempos  de cólera, de racismo, de mulheres quietas. E todas essas dores foram ficando marcadas em sua voz e sua interpretação. Como esperar de uma criança tanta vida?
Mas, como Meire, minha mais fiel colaboradora e amiga como poucas, merece alguma resposta, escolhi uma música pouco conhecida, ´Deed I Do, gravada na última sessão de gravação que Billie realizou na vida. A canção é uma deliciosa bobagem (a letra não poderia ser mais simples), Billie já demonstra a economia necessária em seu cantar, mas gênio é gênio e ela consegue fazer dessa pouca coisa algo para ser escutado com o mesmo prazer que escutamos suas gravações mais famosas. Letra e créditos podem ser encontrados neste link.
Espero que Meire me desculpe e, principalmente, goste do que lhe dedico em troca. 
Beijão, minha  querida amiga.
 

    

Fim de noite

Outra música de final de noite, de fechar botequim, de encher o saco do garçom e do ex-amad(o/a).  Faz par com Sinatra de posts atrás. 
Essa vai dedicada a Sé, o boa praça. 

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sábado, 22 de março de 2008

The women I love


Modigliani
Sou um homem das mulheres,
Do cada uma que elas são.
Mas como nunca aprendi os talheres,
Só sei comê-las com as mãos.
.
Mas quando às vezes me vejo
Triste, solitário e à míngua,
Sobre elas solto o desejo,
E como-as com a língua.
.
E se mão e língua me faltam,
Nunca me dou por perdido.
Sereias, sempre me encantam
E me deixo ser comido.
.
Quixote cheio de manchas,
Ulisses de pouca odisséia,
Sempre que a noite me alcança,
Vou sonhar com Dulcinéias.
.
E nos sonhos que sonho então,
Me acredito ser delas o rei,
E me banho na doce ilusão
Do homem de Billie Holliday.