Se nenhum homem é uma ilha
que deserto é esse
que me aponta a proa,
me navega a quilha,
e como ave voa
no meio da calmaria?
Sem este, nem sudoeste,
sem ventos a inflar-me as velas,
sem o amor que tu me deste,
ainda, e mesmo assim, indo
por essas areias sem fim,
nesse navegar infindo
do interminável deslembrar
de quando e porque
naufraguei
nesse velejar
de mim.
que deserto é esse
que me aponta a proa,
me navega a quilha,
e como ave voa
no meio da calmaria?
Sem este, nem sudoeste,
sem ventos a inflar-me as velas,
sem o amor que tu me deste,
ainda, e mesmo assim, indo
por essas areias sem fim,
nesse navegar infindo
do interminável deslembrar
de quando e porque
naufraguei
nesse velejar
de mim.
Em algum momento do ano passado
2 comentários:
Enquanto ia lendo, pensava...quem será...esse poeta tão bom !
Senti as areias na pele e senti a falta do vento...senti saudades da água e perguntei se deslembrar é bom ou ruim...
Cristina
Ai que saudade daqui e mais ainda de você ao ler esta poesia sua. Muito boa. Então pensei que aqui pelo menos estamos sozinhos, uns com os outros, sendo que a cada dia se tem a possibilidade de que alguém mais ajunte a sua solidão fazendo-se uma solidão coletiva, que se torna ainda maior, mas não triste.
relendo :
Se nenhum homem é uma ilha
que deserto é esse
que me aponta a proa,
me navega a quilha,
e como ave voa
no meio da calmaria?
Sem este, nem sudoeste,
sem ventos a inflar-me as velas,
sem o amor que tu me deste,
ainda, e mesmo assim, indo
por essas areias sem fim,
nesse navegar infindo
do interminável deslembrar
de quando e porque
naufraguei
nesse velejar
de mim.
Mas se pensar que deslembrar pode ser bom e por isto mesmo velejar, , em livre velejar, quem saberá a que porto ou cais de algum modo irá chegar?
Um beijão,
Meire
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