
Quixote, Dali
Também sou feito em armaduras
Que insisto em um sempre negar.
Não é feita de ferro ou coisa dura
É barreira feita de ar.
E sendo de ar, transpareço
Ofertado a qualquer olhar.
Mas, armadura, com ela impeço
O querer de mim se aproximar.
E sigo com minha lança em riste,
Garboso cavaleiro de se apaixonar.
No fundo, uma figura triste
Preso em uma bolha de ar.
E sonho uma Dulcinéia
Que enxergue mais que o tormento
E acabe com a minha odisséia
Soprando meus ares ao vento.
Para Ti




