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terça-feira, 9 de setembro de 2008

Cem anos de perdão (pelo vídeo roubado) ou Presente final


Era uma vez uma menina muito curiosa. Vivia dizendo que queria aprender comigo essa coisa dos filminhos que eu inventava por aqui. Nunca tive tempo de ensinar-lhe nada.
Um dia ela, bem como ela é, meteu as caras no Windows Movie Maker e fez um filminho que me deu de presente. Respondi com outro e não falamos mais nisso.
Bem pouco tempo depois ela faz essa belezura que vocês também poderão ver lá onde lá onde ele se explica melhor. Morri de inveja. Roubei.
E se vocês querem entender melhor o video, a arte da escolha que nos confunde a princípio, cliquem aqui. Aí, além de dar todo o sentido ao vídeo, com as palavras que aqui florescem como as outras flores,vocês vão cair em um espaço cheio de nacos de beleza por escrito.
Palavra deste ladrão que, roubado, aqui implora seus devidos cem anos de perdão.



sexta-feira, 29 de agosto de 2008

O sábio poente


Receios

São tantas as coisas que penso,
se você soubesse...
Tantas decisões tomadas,
ansiedades pensadas,
se você soubesse...
Tantos os entristecimentos,
as impossibilidades,
se você soubesse...
Se soubesse como vejo a coerência inexistente
se você soubesse...
Se soubesse como um sorriso teu me alegra
e como teu sorriso me entristece,
se você soubesse...
Se soubesse como fica meu coração
a cada afastar que deixo transparecer
e como perco a energia
a cada vez que você me chama e eu repito
não, e não, e não.
Se você soubesse...
ah se você soubesse...
Se você soubesse como me é cara a tua companhia
e como me falta de mim o que não te posso dar.
Se você soubesse...
Se soubesse meus receios,
meus anseios,
se você soubesse...
Se você apenas soubesse!

sábado, 19 de julho de 2008

Imprevisto


Foi quando ele disse: "não quero mais esse negócio de você longe de mim" que a coisa complicou...
.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Hotel

Quadro do hotel
Há um hotel em uma cidade pequena
aonde os sonhos acontecem.
Lá,
a portas fechadas,
a ilusão toma forma concreta
e o belo se instala com jeito de quem veio para ficar.
As sensações se ampliam,
o coração se esquenta e dispara,
o correr da vida pára.
Na pequena cidade,
no quarto em que através da janela a vista alcança longe,
os acontecimentos transcendem o mundano
e os fatos se tornam explicáveis.
Há um hotel em uma pequena cidade
aonde o irreal toma forma e lá,
apenas lá,
todas as interrogações se fazem plausíveis.
O pequeno se torna enorme,
o inexistente se materializa,
o riso aflora
e as borboletas entram pela janela,
sem medo de pousar.
Há um hotel bem pequeno em uma cidade pequena
que guarda um sentimento que,
de tão grande,
já não cabe na pequena cidade,
no pequeno quarto,
no pequeno hotel e então,
sorrindo,
agarra-se à asa da borboleta que pousa,
foge pela janela e vai ver o mundo
só para ter a alegria de voltar.

17/06/08