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quinta-feira, 14 de agosto de 2008

E para concluir, Peggy Lee nos dando febre


Passeando pelo YouTube, achei essa Peggy Lee que poderia ter entrado antes. Mas como duas Peggy Lee são sempre melhor que uma só, e como quase tudo dela é fantástico, encerro essa conversa sobre as branquelas que arrebentavam na década de 50 com uma interpretação para branco francês nenhum botar defeito.
Ela é ou não uma das maiorers cantoras de jazz que já existiu? Resposta para o pessoal do "jazz é coisa de negro", please! Aliás, outro preconceito corrente é que as grandes cantoras tinham que sofrer muito para serem grandes, tipo Billie Holliday, por exemplo. Pois nesse critério Peggy Lee navega com tranquilidade. Ruy Castro assim nomeia o verbete que dedica a ela: Legalmente loira, com uma infância digna do Harlem. 
E, antes que eu me esqueça, a letra é dela.  E só para render meus préstimos à Rainha do Duke, coloquei o brinquedinho que rola a letra.
Agora vou tomar meu antitérmico no Bar do Frango. Depois eu volto, eu sempre volto.

A Rainha Branca de Neve do Jazz

Por uma espécie de preconceito ao contrário, os brancos no jazz nunca permanecem no pateão da glória. tendem a ser esquecidos ou menosprezados depois que acabam suas carreiras ou morrem. Não havia, lá pelos States, um Vinícius, o branco mais preto do Brasil, nem nossa cultura de achar que todo brasileiro tem mesmo um pezinho na cozinha. E os franceses, com a raiva que sempre tiveram dos americanos no século XX (século da decadência da França), ajudaram a fazer do jazz uma música negra só passível de ser tocada ou cantada  por negros.
Nada mais besta, já que os exemplos de instrumentistas sensacionais, e brancos, existem aos montes, desde o início da era do jazz. Idem entre os cantores.
Aliás, essa coisa sobre o que é um cantor de jazz nunca foi devidamente respondida. 
Mas, principalmente na década de 50, tivemos uma série de excelentes cantoras brancas que ficaram esquecidas desde o advento do vendaval roqueiro da década seguinte. Entre elas as duas que colocarei neste e no próximo post. 
Aqui relembro Peggy Lee. Quem quiser dsaber mais dela siga o link para a Wikipédia (em inglês). De lá só lhes conto que Frank Sinatra, Ella Fitzgerald, Judy Garland, Dean Martim, Louis Armstrong, entre outros, a citam entre suas favoritas. Duke Ellington, por sua vez, dizia: Se eu sou "Duque", então Peggy Lee é a Rainha" Ou seja, esquecida ou não, foi uma cantora dos cantores e dos músicos, como tantas outras que nunca estouraram perante o grande, e estúpido, público. Peggy Lee, além da ótima cantora que vocês poderão conferir aqui, era letrista de mão cheia e colocou seus versos em várias canções que se tornaram imortais. Por exemplo,"I Don't Know Enough About You", "It's A Good Day", "I'm Gonna Go Fishin'", "The Heart Is A Lonely Hunter", "Fever", "The Shining Sea", "He's A Tramp", "The Siamese Cat Song", "There Will Be Another Spring", "Johnny Guitar",  "Sans Souci", ""What's New?", "Things Are Swinging", "Don't Smoke in Bed", "I Love Being Here With You", "So What's New" etc e tal. Precisa mais?

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