terça-feira, 8 de abril de 2008

Prometer nos custa


,
promete-me que amanhã virá a lua
e que, na imensidão da noite iluminada,
cantaremos o mar um para o outro.

promete-me que no fim terei existido.

Vasco Gato, poeta português

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Contando vocês

3011 visitantes, mais de 1000 desde o 07 de março, dia em que contei os 2002 então marcados. Ou seja, mais ou menos, dependendo do movimento noturno, a incrível marca de mais de 1000 novos acessos em um mês. Para quem começou falando com seu próprio umbigo é um progresso assustador. O único que nunca ligou para essas bobagens foi o sábio residente, Mr. P., quem nem analisa mais os posts, dedicando-se integralmente aos postes de sua predileção.
Pois essa coisa do contador não deixa a gente em paz. Mesmo querendo manter a pose do "não estou nem aí; o blog é meu e posto o que bem entender", o fato é que conto com o contador, que me conta coisas que não entendo, me insinua outras tantas que romanceio com meus botões e introduz um componente meio super-egóico que, às vezes, e só às vezes, me incomoda um bocadito. Mas, como aprendi outrora, quando pinta o Censor, dou uma ligeira cambalhota, troco o C pelo S, e deixo o Sensor que me prometi rolar. Mas a cambalhota, que antes não havia, vai se tornando necessidade e os saltos cada vez mais mortais.
Entre tantas coisas que o contador me insinua, a principal é a coisa dos leitores fiéis em alguns pontos do planeta, Brasil inclusive, que nunca se deixam saber aos meus sabores. Pois se Campinas, Rio de Janeiro, Belo Horizonte são todas cidades que tiro de letra e como de colherinha, como conviver com os leitores que insistem de tantos outros lugares sem jamais me darem uma pista do que os leva a aqui voltar? Quem é meu leitor(a) de Mountain View, que nunca me manda um abraço, um beijinho singelo, um oi descompromissado, apesar de ter sido eleito meu leitor anônimo predileto, coisa que muito mexeu com minha cunhada predileta, que é deveras ciumenta nessas coisas de minhas predileções? Os de Salvador até entendo, pois deve ser a preguiça que os impede de um comentário que implica em vários cliques e alguma digitação.Mas Porto Alegre, Goiânia, Manaus, Lisboa, Itu de tanta grandeza, O Porto onde um dia aportarei, e tantas outras cidades que insistem em aumentar os números pelo qual o contador me conta sobre eles (e que me permitem supor alguma repetição para além do acaso das navegações), quem são vocês? Mirem-se no exemplo das mulheres de BH! Comentem, ó números frios de minha contabilidade!
Seja como for, feliz por tê-los por aqui, quietinhos ou não. Continuem voltando, mesmo quando o blog entra na maré baixa de seu autor e fica meio cheio de músicas desculposas, poucos poemas, nenhum texto. Ou, para outros, mesmo quando o blogueiro se anima poeta e posta um monte de abobrinhas rimadas, puro efeito de minha vó Pata, a poeta da família e a primeira a não ter vergonha das rimas pobres.
De uma maneira ou de outra, o blog e seu autor vão achando seu jeito de ser. Muita música, palavras tolas todas tontas, ilustrações ilustres e, pelo menos para mim, muita diversão.
Love you all! And love is a many splendored thing, como aprendi pelas mãos de Dona Nise e um dia conto para vocês.

As aparências enganam

As músicas que aqui coloco têm objetivos variados. Algumas são marcas de algum passado distante, sons que me remetem de volta ao menino/adolescente que um dia fui e fazem fundo musical para histórias que me acompanharam vida a dentro. Outras são têm sua importância nas pessoas que me lembram, como as árias, por exemplo, sempre de dedicação implícita à Gilza que não as escutará mais. Outras posto só porque gosto delas ou porque tenho que fazer o blog andar, e não tem maneira mais bonita de "encher linguiça" do que dividir com vocês uma música bela. O blog se perfuma e se colore com elas.
Outras músicas são recados, homenagens, confissões, intenções, que só os destinatários são, supostamente, capazes de entender. Mas como as músicas são belas antes de mais nada, fica o recado, que nem sempre sei se foi recebido e entendido, para quem a música se propunha uma minha fala, mas fica, para todos os outros que aqui aportam, uma outra bela peça. Não costumo mandar recados feios; eles são, no mais das vezes, meio tristes como ando descobrindo ser no fundo de mim mesmo.
A música que hoje posto, gravada pela primeira vez no LP Elis,Essa Mulher, um dos melhores na vasta discografia de Elis, nem eu mesmo sei a que se endereça. Sei somente que a música sempre me emocionou, que a interpretação de Elis é maravilhosa, que a música diz tanta coisa vinda do fundo das almas de qualquer um que já amou, foi amado e desamou, ou foi desamado, que a coloco aqui sem nem bem saber, mas meio que sabendo, com que intenções.
E, como bem pode ser, foi só a maneira de recolocar o blog andando depois de alguns dias de pausa, no de acordo com esse dia cinzento e tristonho que faz aqui por Campinas. E lembro, com a música, que as aparências enganam. Portanto, não se precipitem.
Mas as intenções não interessam, pois a música vale as penas.
Bom estar de volta!

quinta-feira, 3 de abril de 2008

O maestro dos hormônios em polvorosa - ´ s Memories

O período do colegial, entre 1964 e 1966, foi, entre tantas outras coisas, o período dos bailinhos. Bailes de 15 anos das meninas, bailes de formatura e bailes da turminha do colégio (a minha está, em grande parte, na foto que fecha o vídeo). Tirando os bailes de formatura, aos quais comparecíamos de smoking (e cada um tinha o seu; nada de smoking alugado como é praxe nos dias de hoje) e dançávamos ao som de orquestras ao vivo, as demais festinhas eram todas alimentadas pela vitrola da dona da casa.
Eu, que até hoje só danço bem quando a parceira é grande dançarina, só fui ousar aprender a dançar para minha formatura do Ginásio, onde a valsa com a mãe (ainda éramos muito jovens para termos namoradinhas oficiais) era obrigatória. Meio que aprendi o básico da valsa, mas continuava um horror nos outros ritmos. Disfarçava tomando Cuba-Libre nas beiradas do salão com cara de quem não dançava porque não queria.
Mas as demais festinhas, sempre nas casas das meninas, onde as mães e tias podiam ficar de olho no bom comportamento daquela turminha, todos de famílias quase boas, o dançar tornou-se uma necessidade. Ainda mais que era a única oportunidade que tínhamos de sentir um corpo de mulher se encostando no nosso (discretamente, é claro). Aí descobrimos que Ray Conniff, com seu ritmo tão marcado e sempre igual, era moleza. Dois prá lá, um prá cá, e estávamos conversados. O problema da dança resolvido, corpos meio coladinhos, rostos se roçando, mãos entrelaçadas, a questão se tornava o que fazer com os hormônios que, em polvorosa, insistiam em nos colocar em situações embaraçosas, principalmente na frente das mães atentas e das tias mais ainda.
Voilá!, descobrimos a Dança do Chapéu. Um não dançante (homem), de posse do chapéu, escolhia a cabeça de um outro rapaz para colocar o dito. Com isso, tomava-lhe o par e saia a dançar com a moça. Objetivo engraçadinho, logo descobrimos uma outra utilidade, e essa muito mais fundamental, para o chapéu. Pois não eram raras as situações em que, naquele agarradinho com as moçoilas sérias, as coisas crescessem e as tendas se armassem (nesse tempo as coisas cresciam mesmo quando a gente não queria, bem diferente de hoje em que o querer muitas vezes já não basta; sorte que a gente aprende outras coisas pela vida). Ora, seja pela menina que podia se ofender com a coisa dura (coisa que raramente acontecia, afinal os hormônios enlouqueciam para a molecada toda), seja pelo perigo de ser ali mesmo castrado por uma tia mais rigorosa, era só fazer um discreto sinal para o amigo com o chapéu e tudo se resolvia. Assim que o dito cujo era colocado em nossa cabeça, imediatamente tirávamos ele de lá e o colocávamos na frente das partes baixas e saíamos de fininho para longe do olhar das Senhoras Guardiãs.
Na sala, Ray Conniff continuava tocando. Resolvida a questão hormonal no ar fresco do jardim, tínhamos que voltar logo com o chapéu pois sempre tinha um outro desesperado precisando do biombo.
Bons tempos!

Artista brasileiro

O blog descansa por uns dias. Viajo. E Pipoca recusa-se a assumir a Coisa, no que demonstra sua esperteza canina, que a Coisa não é coisa que se assuma. Mas, lacanagem de lado, aproveito para pedir emprestado ao Chico essa bela homenagem que ele faz ao artista brasileiro. Um dia destes, depois que voltar, prometo um vídeo melhor que este que posto agora por falta de tempo (apesar da carinha de Dorival, e seus olhinhos malandros, valer por tudo o mais). Mas o ParaTodos, assim que o tempo me sobrar, será devidamente editado com todos os homenageados por Chico.
Até breve. Aproveitem para passear um pouco pelo passado do blog.



quarta-feira, 2 de abril de 2008

Para você que me lê no escurinho da Internet.

Is Mountain View the Best Place on Earth?

There is no answer to that question. It all depends on what one seeks and values. I met a man in New Mexico who said that whenever he could see the lights of his nearest neighbor at night, he knew it was time to move to a more remote location. That man would not be happy in Mountain View.

Mountain View, and much of Silicon Valley, could be the best place on earth if you are interested in technology, value a fine climate, and enjoy access to many conveniences and perhaps to some luxuries. It is a quiet, conservative place.


Character and Climate

Mountain View is near the northern end of what most people call Silicon Valley. Silicon Valley is actually not an official piece of geography, it is part of the larger Santa Clara Valley. Silicon Valley is the nickname for an area that has a lot of companies related to computers and integrated circuit chips, which are made from silicon.

The climate is outrageously pleasant. I've been here for fifteen years, and I'm still nervous that the long spell of good weather will break. Many people are aware that San Francisco is chilly ("The coldest winter I ever spent was a summer in San Francisco." - Mark Twain.) and that central California is hot. Mountain View is in-between. It gets to the mid-80's typically in the summer, and there is light frost a few times in the winter. The "wet" season is from about October to April, but it actually does not rain very much. The rest of the year has almost no rain. A summer rain shower occurs once every few years and always gets major coverage in the local press.

For people who "love the four seasons" note that there are actually three of the four seasons here. Autumn foliage drags into December, the trees are bare for a month or two. Winter can be had by four hours drive to the Sierra's, where 200 inches of snow is the norm. By late January, apricot trees are in bloom, and spring is underway. For those who have a choice of when to visit, Spring is the best time of year, say March or April.

Mountain View has quite a few high technology firms, but it also has residential and commercial areas. The general character is not a whole lot different from neighboring communities Palo Alto, Los Altos, and Sunnyvale. (Though each community has its points of pride.) All-in-all, Mountain View and its neighbors are prosperous communities.

For the rest of our tour, a sketched map be useful for reference. If you actually drive around Mountain View, you will probably want to get a real map with details. Getting around can be quite confusing, possibly because a number of streets start out in one direction and then curve to another direction.


Transportation and Lodging

The San Jose airport (SJC) is more convenient than the San Francisco airport (SFO) to reach Mountain View, but there is really not too much difference. If you can get a nonstop to SFO, that is better than suffering a connection to get to SJC.

A business person visiting Mountain View will almost certainly need a car. Taxis can be obtained by phone, there is a train to San Francisco, and there is bus service, but all of this is for the very, very patient person who enjoys walking a lot. With a car, reaching Mountain View is easy. Take Highway 101 South from SFO about 30 miles (SFO is south of the city) or take 101 North from SJC about 15 miles. There are five exits into Mountain View.

The only lodging in Mt. View with its own web page (at least that we could find) is the The Crestview Hotel. A commercial reservation service has linked more than half dozen other local hotels . For fancy accommodations, the Stanford Park in Palo Alto is among the nearest.

VeriBest, Inc. has a page giving information about hotels, etc., in the neighborhood of their training center in Mountain View.


Downtown Mountain View

A few years ago, the city decided to make the downtown area more attractive. The sidewalks and "street furniture" were upgraded, and a new complex for the city government was built. It looks quite attractive. The main downtown area surrounds Castro Street, from El Camino to Central Expressway.

Chief among the attractions in the downtown are the many restaurants. The restaurants have a strong Oriental representation, and the general standard is first rate. I am prepared to argue that if one in seeking high quality Chinese cooking, you are better off in downtown Mountain View than in San Francisco's Chinatown. Chinatown has many exotic attractions that make it a worthy destination, but the food in Chinatown is definitely a hit or miss proposition; there are fine restaurants in Chinatown but also a lot of poor quality restaurants. In Mountain View, a stroll down the street and a more-or-less random choice of what looks good is more likely to provide a satisfying dining experience than a similar stroll in Chinatown.

There are many good restaurants on Castro Street.

Residential Mountain View

Mountain View has substantial residential area. Compared to neighboring towns, there are is higher ratio of renters to home owners in Mountain View, so its a good place to find an apartment. Census data on housing gives the prices and mix in 1990.

This apartment complex is along San Antonio Road, actually in Palo Alto.

Realtor PenWest in adjacent Los Altos provides information about demographics, schools, and city services. They report that in 1994, the average home sale price in Mountain View was $313,409.

Mountain View has a typical mix of elements that characterize Silicon Valley lifestyles. The housing is a little older than in some places. Older is often better in terms of having pleasant shady streets. The Mountain View area is in a very dry climate zone, about 15 inches of rain a year, so unless you plant something and water it all you will have is grass and scrub oak.

Local laws now prevent high rise construction. Two and three story buildings predominate. The population density is enough to make it a city, but it is way short of being a metropolis.


Looking at the pictures, see if you agree that the vegetation somehow looks different than from most other places. To me, the vegetation in much of the temperate zones of North America, Europe, and Asia all seem similar. California is different, and that remains slightly unnerving for a long time. Little of the flora is native, but the climate is hospitable to many species. The California vegetation that looks so different to me has plants from all over the world. Eucalyptus from Australia is a popular variety, for example.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Abril, deserto de mim

Abril de 2008
mês de minha miragem.